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O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras, Almir Barbassa, reiterou hoje a decisão da companhia de manter sua atual política de preços para os combustíveis. "Não pretendemos mudar. Reafirmamos nossa política de preços", disse o executivo durante teleconferência com analistas e investidores realizada nesta manhã. "E não há data para reajustes de preços", complementou.
Confirmando que o cenário é "desfavorável" para a empresa, devido à alta dos valores no mercado internacional, o executivo ressaltou que o mercado externo passa por sinais de acomodação. Ele, entretanto, não explicitou se essa tendência poderia criar um ambiente mais claro para eventuais ajustes no preço.
Em média, etanol caiu 11,3% no país, aponta IBGE.
Gasolina teve alta de 0,85% no mês passado.
O preço do álcool recuou 11,34% em média no Brasil em maio, segundo dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgados nesta terça-feira (7) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A queda no etanol foi o principal fator na desaceleração da inflação oficial, que fechou o mês em 0,47%.
VARIAÇÃO DO PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS EM MAIO
Etanol
Gasolina
Belém
1,2%
1%
Belo Horizonte
-5,2%
2%
Brasília
-18%
-2,2%
Curitiba
-14%
1%
Fortaleza
-1,7%
-0,8%
Goiânia
-12,1%
0,3%
Porto Alegre
-7,5%
0,5%
Recife
0,2%
0,3%
Rio de Janeiro
-3,9%
2,6%
Salvador
-8,2%
-3,6%
São Paulo
-14,9%
1,3%
Em abril, o álcool havia registrado alta de 11,2%. Em maio, houve queda em nove das 11 regiões pesquisadas, exceções foram Recife, onde o preço fico estável (0,27%), e Belém, onde subiu 1,2%. As maiores baixas foram em Brasília (18%), São Paulo (14,9%) e Curitiba (14%).
"O preço do etanol despencou, levando a gasolina junto. Isso se explica pela safra da cana-de-açúcar, que tem clima favorável e está tendo uma boa colheita", explicou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do IBGE. "Os combustíveis vêm apresentando aumento desde outubro de 2010. A última queda foi em setembro do ano passado, de 0,05%.”
No acumulado do ano, o álcool registra alta de 16,2% em média no país, mas, em Goiânia, ela chega a 26,2%. No Rio de Janeiro, é de 25,7% e, em Belo Horizonte, de 21,7%.
Gasolina
A gasolina fechou o mês com leve alta de 0,85%. O preço pouco variou nas regiões pesquisadas - as maiores alterações foram no Rio de Janeiro (-2,65%), em Brasília (-2,23%) e em Belo Horizonte (-2%).
Nos primeiros cinco meses do ano, o combustível acumula alta de 10,5%. Em Belo Horizonte, a gasolina aumentou 16,9% de janeiro a maio. Em Goiânia, 13,2%. E no Rio de Janeiro, 11,8%.
SÃO PAULO - O recuo do dólar e o recrudescimento da violência no Oriente Médio impulsionam os preços internacionais do petróleo nesta terça-feira.
Há minutos, o contrato do WTI para julho subia US$ 1,42, para US$ 102,01, enquanto o vencimento para agosto ganhava US$ 1,38, para US$ 102,54.
Em Londres, o Brent para julho avançava US$ 1,67, para US$ 116,35; enquanto o contrato para agosto tinha alta de US$ 1,61 e estava a US$ 115,98.
Enquanto a Europa avança na discussão sobre uma nova ajuda financeira à Grécia, o dólar perde valor diante do euro, tornando a aposta no petróleo mais atraente aos investidores.
Os conflitos no Oriente Médio ganham força nesta semana, especialmente no Iêmen. Os embates entre forças leais e contrárias ao presidente do país, Ali Abdullah Saleh, começam a ganhar contornos de uma guerra civil.
Quanto à Líbia, um relatório divulgado hoje pelo JP Morgan aos clientes afirma que se esgotaram os estoques de petróleo mantidos pelos rebeldes no país e que uma refinaria em Tobruk foi desativada.
Segundo o texto, depois que o ditador Muamar Gadafi deixar o poder, ainda vai levar um tempo para que os embarques sejam retomados. "É improvável que vejamos exportações significativas em 2011", diz o documento, intensificando a pressão de alta sobre os preços.
(Luciana Seabra | Valor, com agências internacionais)